quinta-feira, 30 de abril de 2009

Imaginário real

Bom é transitar com você de cá pra lá e de lá pra cá. Interpretações e papéis: caminhos para dizer o querer e veredas pra falar o desejar. Quem sou eu? Quem é você? Quem somos nós cambiando realidade e prazer? Momentos a dois somos um querer e um sorrir. E nessa hora a platéia não vai nos parar, estamos envolvidos num só olhar. Numa cena em que o script orienta: é hora de compreender o que os olhos querem falar. Luz e Ação: aumentem o áudio do coração. É hora de a verdade falar! E quem vai acreditar? Imaginário e realidade diferenciar! Essa prosa não tem pé! Na minha vida você não deu as caras ou as máscaras (como quiser). E eu espero a hora do encontro e do sorriso; do abraçar e do gargalhar. E no palco da vida real, espero o momento de em cena entrar, e juntos incorporarmos um belo par.

Lendo para dentro

Recortar um texto em pedacinhos e ler um dos trechos! Dá pra entender o que o autor quis dizer no texto? Não, né?! E se eu ler o texto todo? Posso dizer que consigo ter uma melhor compreensão e acabo agregando sentidos a ele! É o que acontece conosco em nossas andanças como leitores. Os fragmentos não nos dão idéia do todo e o contato com o texto integral nunca nos revelará o TODO em si. As palavras, os textos, as músicas estão cheios de vazios que se instituem como parte fundamental da obra. Do 'não dito' emergem uma vastidão de significados; e aliado ao que é dito, se formam bilhões de versões de um mesmo texto que é lido por várias cabeças representantes de diversos mundos. Bom? Muito bom! As multi versões que são criadas dos textos fazem dos livros esse mundo fantástico que atrai milhares de pessoas.
Os livros, os filmes, as músicas... A todo tempo buscamos interpretá-los; no entanto, sabemos que paira sobre nós (a carapuça veste a quem couber) o peso de um povo analfabeto que codifica, mas efetivamente, não lê. E sofremos as graves conseqüências disso. Mas existe uma obra mais profunda do que essas sobre as quais falamos até aqui. Essa obra está mais perto de nossos olhos do que um texto de revista que lemos numa poltrona em um domingo a tarde. Ela é a nossa própria vida.
Somos um povo que sabe decodificar. CA+SA= CASA (e só). Não sabemos interpretar. É o que acontece no nosso dia-a-dia. O garoto que usa maconha=maconheiro; a menina que beija vários garotos=periguete; o garoto que rouba=ladrão. Aprendemos a decodificar realidades e estacionamos nas aparências, na superfície. E o pior de tudo é: se não conseguimos verdadeiramente ler e interpretar a vida do outro, que está diante dos nossos olhos, que dirá as nossas vidas. Essas parecem pertencer a uma caverna inexplorável que é o nosso EU. A geração fast food aprendeu a receber tudo pronto, quase mastigado, sem interessar pela origem daquilo que ingere, nem mesmo seus efeitos. E hoje ela é a geração com olhos fitados no superficial, decodificadora, que não sabe ler a sua própria trajetória. Mas que tal ir à fonte? Que tal conhecermos a origem, o autor dessa obra que é a nossa vida? É este autor que pode nos ajudar a compreender as entrelinhas do texto da vida. O manual da vida está aberto e o seu Autor está disposto a revelar suas entrelinhas para aqueles que se reconhecem como obra do Grande Artista!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

AndarilhuZ



Dos andarilhuz urbanos aos andarilhuz universitários fui deixando esse Andarilhuz virtual que é um dos retratos das marcas que tenho deixado nos mais diversos terrenos percorridos e das impressões que estes chãos me tem causado. “Os desertos, os lamaçais e a terra firme.” Nos desertos parece que o Sol rachante tira nossa perspectiva e não nos deixa ver o horizonte. Mas os cabras fortes passam pelo deserto, e com pisadas firmes deixam sua marca. Nos lamaçais usamos de grandes esforços pra tirar um pé da lama e quando parece que atingimos um objetivo, temos que cair no mesmo buraco de desprazer e pisamos novamente naquela lama que é como uma força contrária ao nosso desejo de caminhar e chegar a destinos esperados. Quando saímos, vencemos a força pastosa, chegamos no lugar da terra firme que nos parece o ambiente mais conhecido, no entanto é nele que as circunstâncias nos exigem mais velocidade e eficiência parecendo nos sufocar nessa corrida contra o tempo até o momento em que avistamos as águas do rio: elas são como um presente. Elas nos limpam do pó do deserto, nos lavam dos resqícios de lama que nos agarram nos fazendo lembrar daqueles terríveis momentos. Pouco a pouco essas águas nos fazem acalmar. São as águas que nos levam a profundidades que são alcançadas pelos persistentes guerreiros. Ali somos renovados. Mas é nesse rio que as correntezas nos levam de repente a desertos, lamaçais e terras firmes novamente. Ciclos constantes? Sim! Entretanto agora, você lembrará que o Sol que está sobre você nos desertos é a Estrela que te traz Esperança e ilumina seu caminho deixando evidentes os novos horizontes e é Ele mesmo que te dá energia para superar a força contrária da lama. E ali na terra firme, a Brisa te dá novo fôlego para continuar a trilha e chegar novamente ao Rio de águas purificadoras que te vivifica em meio a essa jornada. Posso dizer que o prazer de desfrutar do Rio de Águas Vivas faz toda a diferença ao enfrentar os andarilhos urbanos. Eu não sei o caminho percorrido por você, seja o deserto, seja o lamaçal, seja a terra firme ou barrenta, ou até mesmo a falta de chão em alto mar. O que sei é que há sempre o amanhecer e nele a Estrela da Manhã brilha e aquece a alma de um andante de terras surpreendentes; e se você crer, durante seus Andarilhuz, desfrutará sempre do Rio de Águas Vivas. Seja bem vinda Estrela da manhã! Seja bem vindo Rio de águas purificadoras! A geração dos andarilhuz urbanos tem sede de Ti.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Nocauteada

...

Fui nocauteada esse último domingo.

Ir ao cinema assistir "O lutador" não foi das melhores escolhas.

Não posso ignorar que sua trilha é muito boa e tem tudo a ver com o persongem central. Ele luta contra o tempo que insiste em apagar um passado de tantas vitórias e acababa vivendo um conflito que envolve a recuperação de sua vida, a partir de uma fuga da escravização do seu próprio corpo. Pra isso Randy busca um amor (que vive um dilema parecido de conflito com o próprio corpo, seu trabalho e suas realizações), busca reaproximação de uma filha (que antes era rejeitada por ele) e busca realização em outros trabalhos. Todo esse conflito não é expresso escancaradamente. E aí está o "porém" do meu comentário sobre "O lutador". Ele caminha por tudo isso de maneira singular.
Mas no desenrolar desse enredo, pra retratar essa relação de Randy e Cassidy com o corpo, as cenas apelam muito pra sangue e bundas e outras coisas desnecessárias (segundo minhas considerações bastante pessoais)...

VRios foi salva pelo "trono" da pior parte do filme com uma ida ao banheiro numa hora precisa. (prefiro não comentar a cena do filme)
hehehhehehehehe
E ainda fui culpada pelos coleguinhas que n gostaram do filme e disseram que eu os levei a assistir, pq rejeitei assistir Sexta-feira Treze.


Enfim... fui nocauteada.
...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Potencialmente transformadora



Cordão umbilical: minha primeira barreira.Terrível cordão! Serpente! Queria parar meu coração. Mas um toque de vida fez vencer minha respiração.
Uma potência
Uma vida
Na vida diferenças, diferentes vidas, diferentes concepções, experiências vividas.
Vieram decepções. Preconceito... Perdas...
Perdas?
Superação!
Uma potência
Uma vida
Bichinho do mato, com cor, sem valor. Uma tropa guerreira me mostrou o valor!
Uma potência
Uma vida
Que horror! Miséria! Ela não sacou!
A pró explicou:Há um verde no sertão, Há uma rosa no seu deserto,Um futuro pra Nação!
Uma potência
Uma vida
Bomba! Bomba em suas mãos! Ela não é medrosa! Minha bomba?
Minha rosa!
Uma potência
Uma vida
Um quadro! Uma situação!
Definitivos?
Passíveis de transformação!
Um pensamento, Uma ação! Boa combinação!
Uma potência
Uma vida
O cordão. A serpente. As decepções. O preconceito. As perdas. A miséria. Um deserto.
Um sertão. Uma bomba. Aquela situação!
Há uma potência que transforma
A vida pode ser transformada
A vida. A superação. O valor. O verde. A rosa. A Nação. O pensamento. E a ação.
HojeExiste outro lado: o lado da mediação.
Um dom!
Eu tenho potência
Eu tenho a Vida
Tenho a vida em minhas mãos.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

'Desacordes'




A música me fala,
A música te fala,
Daquilo que é meu
E poderia ser seu.

Mas minha melodia não te envolve.
Eu canto reggae, você o rock.
Eu no FA e você LA
DÓ de mim
Que já não sei o que fazer!

Quando em mim a música já não é canção,
Volto a procurar novos acordes no meu coração

Mas nessa rotina
Coração desafina
Parece que não atina
'pros' acordes da razão

TPaz!