sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Anali

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Se Deus me concedesse a oportunidade de nomear uma flor, escolheria aquela de cores laranja, vermelha e amarelo, e a chamaria Anali. Suas cores me lembram o ébano que está na pele da menina baiana. Seu cheiro exala a doçura daquele chamego, que entre afagos e cheiros, desfrutamos num pôr-do-sol no Humaitá. Pra conheceres Anali, precisas pisar na terra de Gabriela que cheira cravo e canela, e assim conhecerás o amor que Amado não escreveu e que Gabriela não viveu. Anali, com beleza e doçura atrai caçadores de mel; mas não estranhe, caro amigo, se algum dia em suas andanças encontrares Anali e ao beber do seu mel perceberes que ele é doce na boca e amargo nas entranhas. Anali é flor plantada na terra de mistérios, é semente que dará frutos. Anali é minha vida em dois minutos.



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