domingo, 23 de agosto de 2009

D'alva

brilhantina de menina
pequenina a brilhar
na tarde ou na matina
seja noite ou seja dia
do Sol se aproxima
solitária
sem um par
.
uma luz a refletir
raios a divergir
e convergir, quem irá?
.
olha para Dalva
doce solidão
.
desejo de ser Maria
pois só assim saberia
qual razão as unia
.
mas pobrezinha
nem sabia
que parece ser estrela
mas estrela nunca seria
.
solidão vem devagar
pra um brilho ofuscar
.
mas o cruzeiro aponta
dá um sinal
passa o dia
chega a noite
vai em busca do farol
.
eis a Resplandecente da Manhã
a Dalva manifestar
e neste dia irá dizer
por que solidão é dura de amargar!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

partida

são pedaços
é um vaso
é pisado
rejeita olhares
é pó
é caco
é molde
é projeto
desconhecido

mãos que apertam
um aperto
gotas derramadas
dói!

labaredas vindouras
uma esperança:
ser pedra
mas se é vaso
ainda quebra

sábado, 8 de agosto de 2009

Floruna

ei!
entendi
a flor
não é mais a mesma

o calor
esfriou

quem cantava
já não canta mais
a voz silenciou

e agora?
faço com que traço?
paro
penso
embaralho
uno?
desacarto palavras
enlaço nós

e nós ficamos por aqui

conversa sem fim
tem ponto terminal
terminal de sete destinos

e agora
a escolha é minha
a escolha é sua
um novo caminho

uma nova flor

sábado, 1 de agosto de 2009

Além de mim

"Eu não sou daqui também marinheiro
Mas eu venho de longe
E ainda do lado de trás da terra além da missão comprida
Vim só dar despedida"
L.H.

Intinerante de uma viajante
Que sem meia caminha
A semear
Sem meios termos
A vida é viajar

As paradas eu já não sei
E quem mais vou encontrar?
Ali deixei sementes
Frutos doces e de amargar

Trago lembranças comigo
Pra das raízes não largar
Moça forte, moça firme
Sabe a dor de caminhar

Gente cantante, gente sizuda
Terra de pedra, ou de areia
Deixa o vento me levar

Canterei seu amor
Por onde eu passar

A rima me irrita
Mas não consigo evitar
Que seja expressão de sintonia
entre teu mover e o meu falar