É sempre bom mudar. Hoje foi a vez do meu blog ganhar roupagem nova. Eu queria ter uma mente super produtiva pra poder alimentá-lo diariamente. Queria também ser uma super webdesigner pra que ele tivesse um lindo layout. Ou ter dinheiro pra comprar isso tudo. Não sendo e não tendo, ele me acompanha: simples e sempre, devagar e sempre, desestruturada e sempre, e mudando sempre. Pois, então: que venham coisas novas pra mim, pq assim sendo... virão coisas novas pra ele. Que venham novas estações na minha vida e novas coleções pra meu bloguitcho. Novas trilhas, porém sempre o mesmo AndarilhuZ!
quarta-feira, 9 de junho de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Troféu de perdedor
Aproxime os olhos do côncavo e veja que: valeu a pena ser quebrado em cacos; valeu a pena te ver e ter que esquecer; valeu a pena não ser O Vencedor; valeu a pena o splish splash do tapa no cinema. Por que não? Valeu a pena ir ao calvário. Afinal, bem aventurados são os que choram. Valeu a pena? Sim, valeu a pena descer ao chão, sentir saudades e não ter previsão. Valeu a pena ir para segunda divisão e ser vice-campeão. Pedir esperança e ter que ganhar um beliscão. Por que não? Pra mim, se a vida fosse pão com queijo, o queijo seria a vitória e o pão a frustração. E se perder é sustento pra vida, eu canto que valeu a pena ser pescador de ilusão.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Docinho
Tatiana Paz
Um dia, na terra dos Sabores, eu caminhava distraída na Rua Brigadeiro Manoel Tavares, quando me deparei com uma doceria tradicional da cidade. A vitrine era a mesma e os doces igualmente os mesmos. Mas nesse dia, um doce em especial me chamou a atenção: ele parecia um docinho de coco!
Por várias vezes voltei àquela rua de sabor atraente e comecei a observar as pessoas que entravam e saíam, e principalmente a me deliciar com os olhos diante daquele docinho.
Certo dia, vi uma Índia da Tribo dos Chocolates adentrar a doceria e provar o meu tão desejado docinho. Ela saboreou com grande prazer muitos dele e depois com cara de desprazer saiu resmungando. Eu que jamais havia entrado numa doceria como aquela, observei aquilo com atenção; mas não parava de desejar aquele doce. Com água na boca, acompanhei os passos de uma Pequena Jujubinha que aventurou-se a provar do docinho em grande quantidade, mas ela saiu dali com a mesma feição da Índia dos Chocolates. Elas resmungavam: é docinho, mas no final tem uma pimentinha...
Ah! Eu conseguia entendê-las, e imaginava como seria esse doce a partir da memória do meu paladar. Mas nenhuma descrição alcançaria a completude da apreciação. Ele [o docinho] era um convite desregrado ao saboreio. Foi aí que decidi provar. Mas eu, uma Botilha de Mel, dificilmente arrebataria aquele docinho para mim.
Decidi, então, falar com o Super Poderoso Chefe de todas as Cozinhas. Ele estava a trabalhar : há sempre muita gente à sua espera. Mas meu paladar não podia esperar. Fui escondidinha e pus a mão no docinho. Era só um, numa única vez. Ah! Que saboroso! Senti o gostinho da pimenta que elas tanto falaram. Mas era tão suave e gostoso... Ah! Não resisti! Cada vez que me deliciava, era como se fosse um convite para mais um. Ao todo foram sete vezes do mesmo docinho.
Naquele instante a pimentinha ardia muito, a ponto de trazer lágrimas aos meus olhos. Naquela hora vi que precisava parar, mas o açúcar do doce me era tão atrativo que fiquei muito ansiosa e na dúvida. A dúvida era dúvida de gordinho em dieta.
Resolvi agora recorrer mais uma vez ao Todo Poderoso Chefe de Todas as Cozinhas. Eu queria saber tudo dele: os ingredientes, se eu podia comer, se podia fazer em casa, como fazer, como conservar... Mas tudo que obtive naquele momento foi um grande silêncio.
Eu não sabia o que se passava na cabeça do Todo Poderoso Chefe. Não sabia se Ele queria que eu provasse outro docinho, se ele havia reprovado meu impulso repentino. Só sabia uma coisa: eu havia abusado na quantidade. Os efeitos já se ouviam no meu estômago (o grande processador de ideias sobre docinhos). E enquanto eu decifrava as expressões do Grande Chefe, o Docinho estava lá.
Eu não saí da frente do Grande, mas também não tirava os olhos do Docinho. Nesse vai e vem de olhares perdidos, comecei a ouvir a voz do Chefe. Ele começou a me lembrar da base de uma dieta. Lembrou-me da firmeza das verduras, do colorido das frutas, da suavidade das folhas, da refrescância da água, da força das massas... Eu havia esquecido de tudo isso. Sentia falta, mas meus olhos estavam no docinho, como uma criança pequena. E como criança pequena fui tratada pelo Mestre das Cozinhas. Ele me fez voltar os olhos para o que eu estava precisando e me prometeu: no final do banquete chegaria a sobremesa. Que sobremesa? Eu não sei, Ele não me disse. Mas prometeu, como um pai promete a um filho, que haveria sobremesa. E eu apenas sussurrei no seu ouvido: eu gostei daquele docinho! ;)
segunda-feira, 19 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Algumas palavras
gosto de Alguém
e não interessa quem
porque este Alguém gosta de Ninguém
e Ninguém o rejeitou
e eu aqui querendo trocar sorrisos...
lamento por não ser Ninguém
e por saber que sou o Alguém de Outrém
e não interessa quem
porque este Alguém gosta de Ninguém
e Ninguém o rejeitou
e eu aqui querendo trocar sorrisos...
lamento por não ser Ninguém
e por saber que sou o Alguém de Outrém
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Anali
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Se Deus me concedesse a oportunidade de nomear uma flor, escolheria aquela de cores laranja, vermelha e amarelo, e a chamaria Anali. Suas cores me lembram o ébano que está na pele da menina baiana. Seu cheiro exala a doçura daquele chamego, que entre afagos e cheiros, desfrutamos num pôr-do-sol no Humaitá. Pra conheceres Anali, precisas pisar na terra de Gabriela que cheira cravo e canela, e assim conhecerás o amor que Amado não escreveu e que Gabriela não viveu. Anali, com beleza e doçura atrai caçadores de mel; mas não estranhe, caro amigo, se algum dia em suas andanças encontrares Anali e ao beber do seu mel perceberes que ele é doce na boca e amargo nas entranhas. Anali é flor plantada na terra de mistérios, é semente que dará frutos. Anali é minha vida em dois minutos.
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sábado, 28 de novembro de 2009
se de pedra fosse
gostas de mar não escorreriam do meu rosto
se de pedra fosse
sem medo do penhasco eu rolaria
se de pedra fosse
por humanos não me atrairia
porque a pedra dura amanhece e seca permanece
rola pelos campos e dor não sente
recebe carinho e olhares
mas nada lhe é atraente
sonho de ser pedra
insensível à luz e à escuridão
mas sai o Sol
entra a Lua
eu espero amanhecer
escuridão nos pensamentos
desejo de laços romper
eu vejo sangue
me machuco
me reviro
veja meu sangue
olho para o horizonte
nos montes vejo pedras
quem as atirará?
eis que avisto
figura de dor
carne e sangue como eu
por corações de pedra desprezado
e eu agora queria ser de todas as pedras
aquelas pelas quais gotas do seu sangue rolaram
gostas de mar não escorreriam do meu rosto
se de pedra fosse
sem medo do penhasco eu rolaria
se de pedra fosse
por humanos não me atrairia
porque a pedra dura amanhece e seca permanece
rola pelos campos e dor não sente
recebe carinho e olhares
mas nada lhe é atraente
sonho de ser pedra
insensível à luz e à escuridão
mas sai o Sol
entra a Lua
eu espero amanhecer
escuridão nos pensamentos
desejo de laços romper
eu vejo sangue
me machuco
me reviro
veja meu sangue
olho para o horizonte
nos montes vejo pedras
quem as atirará?
eis que avisto
figura de dor
carne e sangue como eu
por corações de pedra desprezado
e eu agora queria ser de todas as pedras
aquelas pelas quais gotas do seu sangue rolaram
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